Nas últimas décadas, o sono foi tema de diversos estudos conduzidos por médicos, pesquisadores e profissionais da saúde. Um dos pioneiros da pesquisa científica em sono foi o Dr. Sergio Tufik, fundador da Afip e do Instituto do Sono.

No último episódio da segunda temporada do Sleepcast, Dr. Tufik junta-se à Dra. Monica Andersen, também pesquisadora e diretora do Instituto do Sono, para discutir a evolução da Medicina do Sono, as oportunidades trazidas pela inteligência artificial e os principais desafios para conscientizar a população sobre a importância do sono para a qualidade de vida.

Sono como pilar da saúde

Ter um sono de qualidade é parte essencial da saúde — afinal, o ser humano passa cerca de um terço de sua vida dormindo. No episódio 5 do Sleepcast, Dr. Tufik destaca a importância de respeitar a ritmicidade do corpo:

“A maioria dos ritmos é circadiano, mas o grande destaque é o mecanismo vigília-sono. O sono, a alimentação e fatores ambientais como o estresse e a prática de exercícios físicos são determinantes para o estado de equilíbrio do nosso organismo”, explica.

Já a Dra. Monica Andersen alerta para os prejuízos causados pela privação de sono: “Quando não dormimos bem, ficamos mais vulneráveis a adversidades externas. É aí que surgem os problemas de saúde”.

Os desafios para um sono de qualidade

Apesar do aumento da conscientização sobre a importância do sono, a rotina moderna impõe diversas barreiras para alcançar um descanso reparador — a hiperconexão é uma das mais significativas. A exposição constante a estímulos dos dispositivos eletrônicos, inclusive à noite, afeta a qualidade de sono.

Além disso, a Dra. Monica Andersen alerta para os riscos de sempre negligenciar o sono em nome de uma maior produtividade, tendência crescente nos últimos anos.

“É preciso educar a sociedade, professores e famílias sobre a higiene do sono: o conjunto de medidas que nos ajudam a dormir melhor”, conclui a pesquisadora.

O futuro da Medicina do Sono

Para superar esses e outros desafios, a ciência e a tecnologia vêm evoluindo de forma constante. Hoje a aposta está nos wearables, como smartwatches, anéis e pulseiras fitness.

“Sou otimista com o futuro. Vejo mais tecnologia e uma mudança de cultura para que a sociedade 24/7 priorize o sono, reduza a hiperconexão e valorize medidas simples para dormir melhor”, afirma Dra. Monica Andersen.

Instituto do Sono: pioneirismo e referência em Sono

Essa projeção para o futuro se apoia em décadas de pesquisa, geração de conhecimento e avanços científicos.

Em 1986, foi realizada a primeira edição do EPISONO, um dos maiores estudos epidemiológicos sobre distúrbios de sono do mundo.

Em 2007, a terceira edição do EPISONO levou mais de 1.000 pessoas para o laboratório do Instituto do Sono, em São Paulo, e trouxe uma descoberta que revolucionou a área: 33% da população foi diagnosticada com apneia do sono.

Até hoje, o estudo segue gerando avanços científicos por meio do acompanhamento longitudinal de voluntários e contribuindo para o cenário internacional de pesquisa em sono.

Assista na íntegra ao “Episódio 5: O futuro da Medicina do Sono” e siga o nosso canal no YouTube para ficar por dentro das novidades do Instituto do Sono.

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